12/03/2010 13:03
Contemplação
Olhares vazios, sentimentos errados, ilusão demais, realidade de menos, religiosidade e descrença. Esses são os sentimentos que mais serão mostrados em “Contemplação”, exposição realizada pela Quina Galeria com os artistas paulistas Dimas Forchetti e Fernando Chamarelli.
Usando e abusando do comportamento humano, a atmosfera das obras passeia pelos contrapontos da realidade emocional: com o homem lida com o certo e o errado? Como ele encara o pecado e a vivência entre um mundo contemporâneo que mistura real e ilusório?
A idéia é que as obras criem um ambiente “auto-questionatório” para quem for visitar a galeria. A mistura de texturas e técnicas imita a realidade contraditória do homem e chama atenção para a proximidade desses questionamentos sobre a realidade emocional, estando assim mais perto do que a pessoa possa imaginar.
Fernando Chamarelli é designer gráfico, formado pela UNESP, ilustrador e artista plástico autodidata.
Começou desenhando HQs, caricaturas e retratos realistas. Mais tarde, envolveu-se com tatuagem e street art. Em sua arte mescla essas diferentes linguagens, que conheceu e, talvez por esse motivo, passou a admirar os trabalhos de artistas bem diferentes, como as caricaturas de Loredano, as pinturas de Escher, Klimt e Magritte, as tattoos de Anil Gupta, os graffits dos Gêmeos e os desenhos de Roger Cruz e Jim Lee, dentre outros.
Atualmente, Chamarelli trabalha e vive em Bauru (SP), em um país multicultural e cheio de contrastes, o que, conseqüentemente, é refletido em seus trabalhos. Assim como num mosaico, elementos geométricos, formas orgânicas e linhas harmônicas unem símbolos, lendas, filosofias, costumes e religiões de civilizações antigas e modernas.
Dentro dessa diversidade pode ser destacada a forte influência da cultura popular brasileira e da arte indígena pré-colombiana. Sua arte segue o ritmo da globalização, encurtando fronteiras e aproximando culturas, o que pode ser conferido na mistura de arte marajoara, chinesa, maori e egípcia; no mix de arte maia, inca e asteca com arte africana; na arte rupestre e Haida com a indiana, e assim por diante.
Já o paulista Dimas Forchetti começou a desenhar muito cedo. Seus pais, os maiores incentivadores, sempre o presenteava com cadernos, para que os rabiscos, que ocuparam grande parte da sua infância, fossem registrados.
Nascido na capital de São Paulo, uma cidade caótica que teve grande influência em seu trabalho, Dimas abusa da introspecção, da melancolia, solidão e contemplação do que convém e ironiza o medo das pessoas em pecar e serem julgadas. Em sua criação utiliza caneta esferográfica, nanquim, caneta poska e acrílica, trabalhando sempre com poucas cores.
O graffitti, a xilogravura, o comportamento humano e a religião foram grandes influenciadores em seu trabalho, que tem como referência os artistas Jeremy Fish, Mike Giant, Pablo Picasso, Botero, Barry Mcgee, Alexone, Jean Spezial, Tarsila do Amara, dentre outros.
| Cidade: | Belo Horizonte |
| Estado: | Minas Gerais |
| Endereço: | QUINA GALERIA Edifício Maletta |Rua da Bahia, 1148 / Slj. 06 |
| Inicio: | 13/03/2010 |
| Fim: | 07/04/2010 |
| Horário: | Terça a sexta: 10h às 13h / 14h às 18h Sábado: 14h às 18h |
| E-mail: | quinagaleria@gmail.com |
| Site | www.flickr.com/quinagaleria |




















